sexta-feira, 9 de setembro de 2011

De volta aos anais da Internet

Dia desses estava passando por um problema que afeta apenas as melhores representantes do sexo femino, a prisão de ventre.

Característica tão importante no carácter de uma mulher que se tornou um pré-requisito básico e obrigatório para se tornar amiga minha. Além, é claro, de outros pré-requisitos tão importantes e  tão anais quanto, como:

* aprender as lições da vida do jeito mais digno possível, ou seja, sendo sodomizada exaustivamente por ela;

* ser inteligente, ponderadora e humilde ao ponto de assumir que quando a coisa aperta, o melhor que se tem a fazer é tirar o seu da reta.

* ter a delicadeza de um pássaro e evitar comer as pedras do caminho.

Mas voltando a relatar a história com a qual resolvi ressuscitar esse pobre blog,  não sei exatamente quando resolvi, mas por volta de meados da semana passada, estava sofrendo da temática desse post e, minha mãe acometida com o sofrimento da filha, resolveu me repassar a sabedoria de que quando em situações de desespero, devemos entoar o canto dos antigos. O que ela me ensinou foi tão importante, que não pude fazer nada além de vir aqui e compartilhar com vocês:

- Minha filha - ela disse - quando você estiver assim, tem uma coisa que sempre funciona. Você canta: caga cu, que é tempo de caju, volta a cagar que é tempo de cajá. 

Para garantir, a veracidade absoluta da mandinga, minha mãe há de passar aqui e corroborará com os fatos expostos.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Basta

Digamos que ...

Você esteja a toa e uma idéia cruza sua mente: “vou criar um blog, despretensioso, só para me divertir”.

Depois de algum tempo desse blog em andamento, exista a oportunidade de você participar de algumas revistas literárias online e blogs coletivos.

Você escreva um conto para um concurso, ele tenha sido aceito, e com mais 19 pessoas são publicados em papel, numa Antologia.

Um canal de televisão da sua cidade lhe chame para fazer uma entrevista para discutir o que é essa tal literatura de blog.

Seu pagamento com tudo isso é que você passou a conhecer de fato algumas pessoas legais.

Certo dia, apareça um indivíduo. Um cara cheio de comentários que devaneiam facilmente do mais absurdo de todos os elogios a ofensa erótica de mais baixo calão. 

Você resolva não replicar aos comentários nem os elogiosos, pior os ofensivos, porque enfim, ele é claramente um maluco da Internet (ou se faz de) e a melhor coisa a ser feita é ignorar, pois estamos salvos pela rede e as respostas só alimentariam ainda mais os devaneios dele. 

Ele passe a lhe mandar emails dizendo que vem lançar um livro na sua cidade e você resite a responder, até que, quando o faz: é pra dizer que você não vai estar na sua cidade (mentira para evitar o encontro) mas, que o deseja boa sorte com o lançamento do livro (verdade).

Você saia um sábado de manhã e enquanto está fora, recebe um telefonema da sua irmã que um Fulano de Tal de São Paulo está sentado no seu sofá lhe aguardando.

A sua ficha demore a cair, você chegue em casa aflita, e ainda por cima apavorada, porque você não faz a menor idéia de como ele conseguiu chegar ali, já que ele é o tal o indivíduo cujos comentários fizeram com que seus instintos te dissessem para manter-se longe dele.

Depois de indagado, ele lhe responda que a verdade sobre a vinda dele não era lançamento de livro algum, o motivo foi dele ter ficado com medo que você cometesse suicídio depois que você escreveu um texto sobre depilação

Ele diga que conseguiu o seu endereço através do seu telefone (cujo número você não havia disponibilizado, não está no seu nome, e sim do seu irmão cujo o nome você jamais comentou, e ainda por cima, não tem o mesmo sobrenome que você assina no livro).

Você, horrorizada, pela sua vulnerabilidade, todo o cuidado que você teve para se manter protegida na internet foi em vão, liga pra polícia e pra sua amiga psicóloga para perguntar o melhor a ser feito para sua segurança. Ambos lhe indicam a recolher as informações dele e ligar para casa dele.

Você o faça e do outro lado da linha lhe responda uma senhora, você repassa a situação inteira para ela que lhe pede mil desculpas pelo filho que não é normal. E por isso ele veio nessa viagem com o pai e com a esposa.

Você fique sensibilizada pelo vexame deles, pois você tem uma irmã bipolar e conhece na pele o que é passar vergonha por um ente querido. Mas, você não conhece essa pessoa de forma alguma e você teme pela sua segurança.

Você entre em contato com o pai que está aqui e pede para que ele não permita que o filho chegue perto de você, com a convicção de que se fosse a sua irmã, você não deixaria isso acontecer. 

Nem isso seja o suficiente e, apesar de suas suplicas, esse indivíduo continue repetidamente voltando e batendo na sua porta. 

Você não esteja mortificada o bastante, agora você tenha que chatear a sua família e seu namorado para que eles intervenham para o controle dessa situação, sozinha você tentou e falhou. 

O cara volte para onde veio, mas por mais que você agora procure fugir de textos com temáticas pessoais, ele continue a lhe importunar através de comentários que lhe fizeram seriamente pensar em dar descontinuidade a esse blog despretensioso e que com certeza atrapalhou o andamento de um blog coletivo já que ele passou a azucrinar, também, essas outras garotas

*

Isso não é um pesadelo Kafkaniano virtual. É um caso, infelizmente, real.

*

O você das frases acima, sou eu, mas sim, poderia ser você, blogueiro despretensioso, já que não sei o porquê desse importunador me escolher a dedo, pois, como afirmei anteriormente, não dei cabimento às fantasias dele, não tenho nada de especial, sou exatamente como você e muitos outros espalhados pela rede, uma simples pessoa anonimamente pública. 

O episódio ocorreu em meados do ano passado e naquele momento resolvi apenas entrar em contato com os blogueiros despretensiosos mais chegados. Com quem recolhi informações que ele também estava os azucrinando e por isso boa parte dos blogues resolveu passar a ter moderação de comentários. Tá, até aí, tudo bem, mas bater na minha casa? Sentar no meu sofá, com a minha irmã, sem eu ter convidado ou fornecido meu endereço?

Os motivos para tal decisão (a de manter o evento low profile)  na época foram basicamente três: 

1. não quis fazer alarde e fazer parecer que tudo o que queria era notoriedade; 

2. pensei que o melhor a ser feito era tirar por menos, pois, se falasse algo, iria dar anda maiores asas aos devaneios dele; 

3. soube que a internet era grande parte da vida dele;

O problema é que eu respeitei isso: a integridade, privacidade e o direito dele se divertir. Mesmo que eu tenha parado de escrever por um tempo e parado de comentar em textos de amigos, visto que ele estava por lá, sempre. Até porque, enfim, Internet não é tudo pra mim. Pedimos então para ele dar a sua palavra que ele não ia mais me atormentar.

Mas, vira e mexe ele aparece por aqui, rondando, me apoquentando, não importando quantas suplicas para que ele parasse eu fizesse, minha família fizesse para ele, para família dele. Por mais que meus textos tenham parado de ser pessoais para que ele não possa mais imaginar afinidades já que não respondo seus comentários diretamente, e quem, meu Deus, conhece totalmente alguém pelos seus textos? 

E ele voltou e escreveu:

"Nunca encontrei alguém que valesse a pena conhecer que não tivesse - pelo menos - empenhorado um pouquinho de alma.", tu disseste na caixa de comentário. já fizeste isso? eu não tive medo naquele sábado. eu ouvi um homem aflito ao telefone, e tive compaixão por seu desespero, pois ele não poderia fazer nada. achei que ele fosse teu irmão inclusive; porque tu disseste namorado, mas achei falso. o que eu não queria é te causar problema. és inteligente, não captas que em momento algum eu fui egoísta ou covarde? voltei na segunda-feira, havia marginais no ponto de ônibus, e os ônibus não queriam parar para mim na volta. foi FODA. e eu nem contei isso antes. se tu ficaste ofendida por eu não ter permanecido em tua casa, ora: poderias ter mandado eu ficar e explicado a confusão da minha idéia. depois alguns telefonemas ficaram ameaçando minha mãe de 71 anos; aí eu dei meu telefone pro cara, que pediu minha palavra prometendo a ele que não seria amigo de vocês. mas nunca ouvi nada definitivo de ti, saiba que tu não carece ter vergonha dos teus defeitos e vícios; gosto de ti mesmo assim, e estou pronto para te ouvir. mas fala né, maninha? penhora teu medo, tua alma é só tua. beijas Marcos

Por Marcos Satoru Kawanami em Loving the Alien às 20:26

E eu que fiquei calada de fina, educada, racional e gente boa não agüento mais. Não agüento mais comentários indiscretos, emails pornográficos, ele deliberadamente fazendo comentários para pessoas amigas queridas e me fazendo me sentir culpada por isso, pois ele procura me atingir através delas. Assim, resolvi dar um basta nessa situação que vem torturantemente se prolongando. Liguei para casa dele, mas, quem atendeu mais uma vez, foi a coitada da mãe, pedi o telefone dele e ela disse que ele não tinha, que eu tentasse falar com ele na Internet, então eu fui lá no blogue dele e finalmente falei:


Sunflower disse...

Quero que você me deixe em paz. 
Não quero que você leia o meu blog.
Não quero ler seus comentários , sejam eles anônimos ou não.
Aliás, não adianta se dar o trabalho de fazer comentários anônimos, que o teu IP te identifica.
Não quero que você fale comigo, não quero que você fale sobre mim. 
Não quero que você escreva para mim, nem que você escreva sobre mim.
Não quero ter o menor contato que seja com você.
Sabe por quê? Você sempre me pareceu e o que, em seguida, foi afirmado pela sua mãe, seu pai e sua irmã (de quem eu sinto muita pena por ter de te aturar.), ter problemas.
Sempre achei seus comentários insanos. 
O fato de você vir parar aqui, bater na minha porta, sentar na minha sala com a minha irmã, sem eu sequer ter te convidado, ter te fornecido meu endereço, dizendo que você veio me salvar de uma suposta tentativa de suicidio por causa de um texto sobre depilação que escrevi só fez mostrar que você é realmente insano.
Sua experiência aqui foi horrível, o que eu tenho a ver com isso? Eu NUNCA pedi que você viesse nem concordei com a sua vinda.
Não preciso ser salva, meus textos não falam em uma linguagem codificada com você. Então, pare de pensar e agir como se eu fosse JD Salinger e você é Chapman.
Essa história já foi longe demais. Você deu sua palavra que não me atormentaria mais, mas o que eu poderia esperar? Você não é homem, não tem palavra, é um covarde que se esconde atrás da doença e da velhice dos pais. 
Tentei te ligar e falar isso na sua cara. Mas, mais uma vez quem atendeu foi a pobre Dona O. 

Pela última vez:
Eu não quero o menor contato que seja com você.
E já que você não tem palavra, aqui vai a minha. Isso o que você faz, seu maluco, é assédio, cada coisa que você falar, vou guardar.E como já disse, não adianta ser anônimo. Vou ligar para sua mãe, para seu pai, para sua irmã e para sua mulher e vou ler pra eles. Não importa a hora que você fizer, eu vou ligar.
Depois minha mãe vai ligar pra eles, meu irmão vai ligar pra eles, meus tios vão ligar pra eles, meu namorado vai ligar pra eles. 
Você quer me atormentar? Dou a minha palavra que vou te atormentar infinitamente mais.
16 de janeiro de 2011 22:00

*

Sei que tudo isso parece um circo e que soei muito ríspida no comentário, mas, sinceramente, não sei mais o que fazer. Fiquei calada para ver se ele me esquecia, o que não aconteceu, tentei argumentar, mas a razão mora longe dali. Só falei porque é a melhor maneira de deixar de alguma forma registrado  (destacando quefalei individualmente e ele apagou) ou mais claro (lembrando que ele parece simplesmente deturpar tudo o que falo/escrevo) o meu repetitivo pedido de BASTA.

domingo, 16 de janeiro de 2011

Novocaine for the soul

Tenho essa afta, certo? Ela é eterna, é incômoda, mas tá tanto tempo aí que nem me lembro como era antes de tê-la. Acho até que ela sararia se eu não cultivasse o péssimo hábito de cutucá-la o tempo todo com a língua. Meu Deus, essa mania horrorosa pode me originar um câncer, não é mesmo? Chamei essa afta, esse sentimento concreto e chato - que de vez em quando arde, de vez em quando queima e que insisto em morder sempre que digo: amanhã é um novo dia; tudo é possível para aquele que crê; o tempo cura todos os males; se você fizer a coisa certa, coisas boas te acontecerão; seja quem realmente és, que as pessoas gostarão de ti; cuide de seu jardim que borboletas virão; Deus dá o frio conforme o cobertor; o amor verdadeiro te encontrará no final - de Esperança.



quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

I'll stop the world and melt with you



Moramos na mesma rua, passo por você todosantodia. Você está sempre ali, a tomar sua xícara de café matinal. Vezenquando, nossos olhares se cruzam e trocamos um aceno tímido com a cabeça mutualmente. Voltaemeia você sorri...




Daí, minha vontade é mandar a cordialidade e a zona de segurança às favas e virar a sua vida de cabeça para baixo. Ter coragem de dizer "olá", te dizer "olá, você parece com todas as figuras de cada Conto de Fadas que li na minha vida". Provocar um blackout para subirmos no topo de um prédio tirarmos os sapatos e dançarmos enquanto o trânsito está um caos. Amanhã, talvez.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

MDQNTM: Pussybook

- Sun, é que antes dela namorar com ele, rola o papo até que durante o namoro, ela era totalmente puta. Aí, ela, pá, engravidou. E ele tchum, assumiu o bebê e foi chamado para trabalhar numa empresa pica das galáxias fora do país. E não que de tanto a galera zoar dizendo que "pai é aquele que cria" ele fez o teste de DNA e o filho é dele?!

- Uma ideia ordinaria na hora certa, no lugar certo, fazendo com que você escale socialmente. Aquele bicho da cara preta, compadre, foi o Facebook dela.